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Artigo: Antônio o mercador/expositor de Veneza, por Jorge Maldonado

Neste artigo, o diretor da ExpoPrint, Jorge Maldonado, destaca como a história mostra que encontros para troca de informações e produtos sempre foram essenciais, e que as feiras de negócio atuais são visitação obrigatória  

 

“Oh, não, não, não! Quando digo que ele é um bom homem, quero fazer-vos compreender que como fiador é suficiente. Mas seus recursos são hipotéticos. Ele tem um galeão no caminho de Trípoli; outro, no das Índias. Ouvi falar, também, no Rialto, que tem um terceiro de rota para o México, um quarto, para a Inglaterra, bem como outras pacotilhas espalhadas por esse mundo. Mas navios não passam de tábuas, e marinheiros, de homens. Há ratos de terra e ratos de água, ladrões de terra e ladrões de água - quero dizer: piratas - como há os perigos dos ventos, das ondas e das rochas. O homem, não obstante, é suficiente. Três mil ducados; creio que posso aceitar a fiança dele”.

Esta é a fala do judeu Shylock quando se referia ao Antônio, grande mercador e fiador do jovem Bassanio, que precisava de três mil ducados para sua viagem, visando a conquista da bela Porcia. O Shylock concede o empréstimo, mas com uma curiosa solicitação que ele faz ao próprio fiador Antônio: “Acompanhai-me ao notário e assinai-me o documento da dívida, no qual, por brincadeira, declarado será que se no dia tal ou tal, em lugar também sabido, a quantia ou quantias não pagardes, concordais em ceder, por equidade, uma libra de vossa bela carne, que do corpo vos há de ser cortada onde bem me aprouver”.

Este é o enredo central da peça “O mercador de Veneza”, escrito por William Shakespeare que sempre interpretou de uma forma magistral o comportamento humano em todas suas quase 40 peças. Um gênio, muito adiantado na sua época.

O mercador de Veneza foi escrito entre os anos 1596 e 1598, e depois de me deleitar nesta obra, que provocou e ainda provoca grandes controvérsias pelas manifestações emocionais pessoais e ação direta da justiça e sua interpretação que temos dela, foi o meu questionamento do porquê Shakespeare colocou como cenário a Venezia dessa época? Depois de algumas pesquisas iniciais da obra, e colocando atenção no primeiro parágrafo, o Antônio era um comerciante abastado, que trazia produtos de diversos lugares do mundo através do transporte mais comum da época, onde as grandes distâncias eram vencidas pela travessia marítima. Galeões de Trípoli, do México e da Inglaterra eram parte das preciosas cargas que ele transportava para exercer o seu comércio.

E por que a Veneza? Graças aos movimentos políticos a Veneza iniciou sua ascensão controlando o comércio que vinha do oriente principalmente pelo mar Adriático e no mar Egeu, onde posteriormente os venezianos se expandem pela Itália oriental. As autoridades da cidade também realizaram alianças com os Francos e Bizantinos que estavam em conflitos bélicos com os longobardos e normandos. Mas a ação de maior importância para o poder de mercado da Venezia foi a sua benevolência e tolerância com o islão, uma grande ação estratégica, por se encontrar eles em guerra com o Império Bizantino, facilitando assim que os navios venezianos realizassem comércio com Alexandria, Beirute e Jafa estabelecendo um monopólio dessas rotas. Na obra de Shakespeare, se observa a existência também de judeus como o mesmo Shylock, pelo tanto era um lugar multicultural, onde existiam diversas raças, credos e culturas, que em conjunto determinavam à Venezia como o centro comercial do mundo.

Uma vez escutei que os primeiros futuristas são os historiadores, porque é a história a que determina acontecimentos futuros. Essa mesma história estabelece que grandes eventos comerciais principalmente relacionados a tecnologia continuarão a existir obviamente com o suporte de novas tecnologias. A essência do ser humano está em se juntar, analisar, discutir, negociar que não é mais que simplesmente interagir um com o outro, isso está no DNA do ser humano, tanto é assim, que nas festas do fim de ano do 2020 para o 2021 pelo mundo, o desejo de ficar perto das pessoas queridas (muitas vezes irresponsavelmente), fez aumentar os casos de contágios pelo coronavírus. O ser humano “gosta” de estar junto ao outro.

Antônio era um comerciante, e ele morava na Venezia onde administrava suas mercancias em todo o processo de importação até a venda final. E nesse último estágio, na realidade ele também era um expositor das mesmas, mostrando vantagens, benefícios, qualidade e habilidade no fechamento de seus negócios.

Expor e mostrar as soluções que diversas organizações podem entregar para seus clientes é básico quando se quer atingir mercados específicos, e quando se trata de tecnologia é um assunto ainda mais sério. É muito diferente obter informações ou “conhecer” sobre um equipamento via mídias digitais que o observar em funcionamento - ao menos na forma física. O grande cientista suíço Jean Piaget procurou descobrir como se constrói o conhecimento. Foi assim que ele cria sua teoria psicogenética e o termo “Epistemologia” que é o estudo dos processos de construção do conhecimento. Para o autor, “só podemos conhecer por meio de interações no ambiente, num intercâmbio de trocas recíprocas sujeito-meio”. É assim que aprendemos, é assim que trocamos informações, é assim que oferecemos soluções para os nossos clientes principalmente quando o assunto é tecnologia.

No nosso mercado gráfico temos a nossa futura ExpoPrint & ConverExpo Latin America 2022, uma oportunidade única de divulgar as novas tecnologias desenvolvidas nestes tempos tão difíceis de pandemia. Nela vamos a confirmar que a Indústria 4.0 já está no mercado, que existem novos players com inovações que serão demonstradas num único lugar, numa única data, num único encontro e com muitas outras organizações também desenvolvedoras de novos sistemas, onde será possível interagir principalmente com os usuários finais do continente latino americano composto por grandes empresas e também um vigoroso conglomerado de pequenas e médias empresas, que serão foco de diversos governos da região no futuro próximo. Todos eles estarão presentes, onde será mais fácil sentir quais são as suas reais necessidades nas suas organizações.

Assim como Antônio foi o mercador/expositor da Venezia do século XVI, no nosso caso sejamos donos, agentes ou representantes de tecnologia gráfica, temos um encontro marcado na nossa Veneza atual que vai ser na cidade de São Paulo de 5 a 9 de abril na Expoprint & ConverExpo Latin America 2022.

Jorge Maldonado

Sócio gerente - Vimagraphics

Diretor ExpoPrint & ConverExpo Latin America 2022

Diretor Afeigraf

Imagem: Giovanni Antonio Canal (Canaletto) - óleo sobre tela - 41 x 83 cm - 1735 - (Galleria degli Uffizi (Florence, Italy))

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